SaaS ou equipe própria de programadores?
Postado em jan 11, 2012
Tendência: CIOs começam a investir mais na contratação de programadores e analistas de negócios.
Estudo anual da Computerworld nos Estados Unidos comprova: Programadores estarão entre os profissionais mais requisitados pelos CIOs em 2012.
Perto de 61% das 353 grandes empresas americanas ouvidas para o estudo procuram profissionais para o desenvolvimento de sites, a atualização de sistemas internos e o suporte às necessidades de utilizadores de dispositivos móveis.
Este crescimento não surpreende John Reed, diretor executivo de recursos humanos da Half Technology. “O desenvolvimento para interfaces Web continua a ser muito forte”, conforme as empresas tentam melhorar a experiência do usuário, explica. Espera-se que haja também um grande esforço para desenvolver tecnologias de mobilidade para melhorar o acesso dos clientes através de smartphones.
Fonte: CIO
SaaS é o destaque em cloud em 2011
Círculo virtuoso. Esta é a principal consequência proporcionada pelo modelo de software como serviço (SaaS) na economia nacional, de acordo com consultores do mercado de TI.
Segundo eles, ao ter oportunidade de adquirir tecnologia mais barata, as empresas compram mais, ganham competitividade e podem crescer, impactando no desenvolvimento do País.
“Pode parecer uma análise extremamente otimista, mas é absolutamente lógica”, diz Anderson Figueiredo, gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC.
Ele diz que o SaaS, que permite a aquisição de soluções e serviços por meio da nuvem, de maneira simplificada e pagamento sob demanda, transforma custos fixos em variáveis, abrindo portas para companhias, em especial pequenas e médias, que não vislumbravam desfrutar de tecnologias caras como ERP e CRM. Na cadeia de negócios, de acordo com Bruno Arrial dos Anjos, analista sênior de Mercado da Frost & Sullivan, os fornecedores ampliam suas vendas e, além disso, abrem oportunidades para a comunidade de desenvolvedores (ISVs), que podem realizar parcerias para oferecer suas soluções na cloud.
Fonte: CIO
A leitura dos dois artigos acima remete ao questionamento principal sobre as matérias: O que é melhor, contratar profissionais e investir no desenvolvimento de sistemas próprios, ou aderir ao modelo SaaS para a aquisição de soluções especialistas?
Sobre o SaaS – sob a ótica de analistas do iMasters:
1- SaaS, esse modelo, realmente, reduz os gastos da empresa com software?
Analistas do Imaster afirmam que o modelo SaaS tende a reduzir os custos iniciais, porque não demanda investimentos prévios em licenças e infraestrutura de suporte como eventuais aquisições ou expansões de hardware para acomodar o novo sistema.
Ainda segundo eles, o SaaS tende a se manter mais econômico ao longo do tempo, considerando que o modelo tradicional constantemente demanda um upgrade significativo (da versão x para uma versão y), e esses upgrades muitas vezes representam de 30% a 40% do custo inicial da aquisição do software. Não existem esses custos de upgrade no SaaS.
Outro ponto que favorece o modelo SaaS são os custos de suporte, uma vez que no modelo on-premise devem ser adicionados, aos custos totais, os custos dos profissionais que suportam o hardware e o banco de dados.
2 – Realmente um sistema SaaS é mais fácil e rápido de implementar do que um sistema on-premise equivalente?
O SaaS tem a vantagem de não haver necessidade de se dispender tempo em instalação, configuração do sistema e dos componentes agregados como um novo servidor.
Porém uma parte substancial do tempo de implementação de um sistema aplicativo depende do seu nível de intervenção nos processos de negócio da empresa. Nessa etapa, não existem maiores diferenças entre um SaaS e um on-premise.
3- Uma terceira dúvida: Como integrar sistemas SaaS com os legados, que operam na modalidade on-premise?
Essa é uma variável importantíssima. Dificilmente uma corporação de médio a grande porte fará uma migração total para SaaS de um dia para o outro – ou mesmo se conseguirá fazer essa transformação em um futuro previsível.
Portanto, integrar SaaS e on-premise é um aspecto fundamental da estratégia de SaaS e deve ser visto com bastante cuidado. A integração pode ser simples, com uploads e downloads para a nuvem via processos batch, ou em tempo-real, via Web services. Esta última opção pode gerar alguns problemas de performance, uma vez que as
transações viajarão pela internet.
Se os SLA permitirem eventuais variações de performance causados pelo elemento externo e incontrolável (Internet), tudo bem…
Na prática, à medida que mais e mais experiências concretas com SaaS se disseminam, os receios tendem a diminuir, e o modelo vai se disseminar mais rapidamente. Por outro lado, os gestores de TI não devem ficar alheios à entrada dos sistemas SaaS nas empresas.
Pela facilidade com que se contrata e se opera um sistema nesse modelo, os executivos de negócio podem ficar tentados a bypassar a área de TI e a começar a usar os sistemas SaaS diretamente. Mas, em algum momento será necessário integrar o sistema SaaS com os sistemas legados.
Além disso, alguns SaaS, permitem a criação de aplicativos add-on através de uma plataforma própria. Escrever esses novos aplicativos vai demandar desenvolvedores profissionais, e a área de TI deve estar preparada para essa demanda.
Ainda segundo o iMaster, os profissionais e gestores de TI devem estar antenados com esse movimento. Recomendam àqueles para os quais ainda “a ficha não caiu” é que deixem de ser observadores e passem a liderar sua adoção nas empresas.
Fonte: iMaster
Na condição de usuário de sistemas especialistas via o modelo SaaS, minha opinião é de que as 2 tendências se integrem, perfeita e naturalmente, sob algumas condições especiais.
A primeira é de que as empresas, principalmente as de pequeno e médio porte, devam sim investir no modelo SaaS como forma de se qualificarem para uma participação mais competitiva no mercado, dotando as suas equipes e processos com as tecnologias e com toda a cultura de mercado (regras de negócios) impressa nos códigos das
soluções já prontas e disponíveis para uso imediato, porquanto isto é possível à partir de investimentos muito mais baixos.
E a segunda condição, é de que as empresas, e isso vale para todas as empresas independente de porte e tão logo possam fazê-lo, invistam na contratação de Programadores (pelo menos um) que estejam capacitados para atuarem também como Analistas de Negócios, com conhecimentos aprofundados das regras do negócio além dos conhecimentos das tecnologias que já possuirem.
Desta forma, sei por experiência própria, todos os custos e prazos serão minimizados substancialmente e as soluções se manterão íntegras, e integradas, aos objetivos da empresa, permanentemente.
E você, o que pensa? Interaja, deixe aqui sua opinião.
Meu Abraço,
Ricardo Silva – ricardo@topvendas.com.br
