Postado em jan 4, 2012
“Há um mundo único em cada indivíduo, composto por necessidades que, mesmo semelhantes não são iguais, fazendo com as pessoas reajam de forma diferente ao mesmo estímulo e ambiente.” Arquitetura Humana
Um dos grandes desafios dos líderes hoje (e sempre) tem sido prover as melhores condições para a eliminação de conflitos e a transformação de grupos em EQUIPES.
Para a avaliação objetiva das condições de um grupo é preciso identificar, com base na lista a seguir com algumas das condições geradoras de conflitos entre as pessoas de um grupo, quais apresentam-se em um nível crítico de incidências.
Classifique as respostas em níveis de importância sendo:
1=Nível Baixo, 2=Nível Médio e 3=Nível Máximo.
Essa classificação, em que pese a necessidade de administração permanente de todas as causas sugeridas, permitirá uma rápida verificação do que deve ser corrigido primeiro.
O que avaliar no grupo:
1. Direcionamento imperfeito: missão e objetivos não estabelecidos ou inconsistentes.
2. Metodologia inadequada: falta de planejamento, organização e controle.
3. Participação inexistente: em tomadas de decisões e eventos de interesse.
4. Comunicação deficiente: não acessível, informações imprecisas, sem credibilidade.
5. Recursos insuficientes: falta, mal distribuídos ou, não específicos.
6. Indefinições funcionais: quais atribuições, autoridade, abrangência e responsabilidades.
7. Disciplina: baixos níveis de fidelidade, comprometimento e respeito.
8. Insatisfação/des-motivação: sistemas de recompensas inexistentes, insuficientes ou mal formulados.
9. Características pessoais: personalidades e relacionamentos.
10. Pendências: conflitos não resolvidos, ressentimentos, preferências declaradas ou mascaradas (confirmadas por concessões, privilégios e precedentes).
7 Erros do Trabalho em Equipe
1. Metas Exageradas
Os objetivos e prazos definidos para cada projeto devem ser realistas, evitando que o trabalho se caracterize por uma sucessão de derrotas e o desânimo se instale.
2. Composição Errada
As equipes exigem habilidades complementares. Quando os profissionais têm um perfil parecido, é mais fácil surgir a competição entre eles.
3. Liderança Ditatorial
Cabe a quem comanda uma equipe tomar decisões, mas isso não significa que as opiniões do grupo devam ser ignoradas.
4. Falta de Motivação
O mero cumprimento das tarefas estabelecidas por outros não motiva um profissional. É preciso envolvê-lo com o objetivo do trabalho.
5. Reuniões Improdutivas
As reuniões tendem a perder o rumo perante a inexistência de metas claras e prazos.
6. Subjetividade na Avaliação
Os resultados têm que ser avaliados com base numa metodologia e em critérios partilhados pela equipe.
7. Sensação de Injustiça
Se alguém trabalha menos e é recompensado da mesma forma, a insatisfação é certa. Por isso, as recompensas devem ser proporcionais à produtividade de cada integrante.
Administrando as crises
Crise é, por definição, uma situação de exceção. Algo que ocorre eventualmente.
Porque ocorrem as crises
1. Estabelecimento de metas irrealistas: tentar fazer mais do que realmente é possível considerando os recursos, condições e tempo existentes.
2. Não estimar corretamente o tempo necessário para realizar as tarefas: como em geral as tarefas levam mais tempo do que o previsto, convém deixar uma margem de folga.
3. Não prever possíveis obstáculos, dificuldades, falhas e atrasos que podem ocorrer na realização de uma atividade.
4. Reação exagerada e desproporcional aos fatos, tratando todos os problemas como crises, deixando assim de ter uma perspectiva correta da situação e perdendo o controle emocional.
5. Gostar de ser “bombeiro”, de “apagar incêndios”, esquecendo que prevenir é mais eficaz do que corrigir.
6. Alteração freqüente de prioridades tendo como conseqüência deixar trabalhos inacabados e soluções incompletas, além de prejudicar o moral e a motivação.
7. Adiar, deixando para o último momento a realização de tarefas que poderiam ser resolvidas na hora, acumulando assim serviços e atividades desnecessariamente.
8. Relutância dos subordinados em trazer as más notícias que poderiam debelar um problema logo no seu início, impedindo que se transforme em crise.
9. Informação inadequada, inexata ou atrasada, impedindo a decisão/ação oportuna.
Previna as crises
Uma das melhores maneiras de enfrentar crises é pelo trabalho em equipe. Mas, para que isso dê certo, cada participante deve conhecer bem o seu papel.
Fixando o aprendizado
Além da fixação do aprendizado, os tópicos a seguir, pretendem oferecer subsídios para a prática de atitudes que ajudam a prevenir crises:
1. Definir claramente, os objetivos da empresa e como a equipe poderá contribuir para esse objetivo. É preciso que a equipe formalize sua missão e defina especificamente o papel de cada um da equipe. Quanto mais claras as estratégias e as responsabilidades, melhor.
2. Confiança e Comunicação. Os melhores resultados são obtidos quando todas as partes, administração da empresa e a equipe, confiam mutualmente e estão determinados a vencerem juntos. Nunca dê margens a boatos ou informações infundadas que prejudicam o trabalho em equipe. Uma boa comunicação é de suma importância para o bom desempenho da equipe.
3. Respeito à individualidade. Embora seja uma equipe, ainda assim são pessoas individuais. Cada um com sua formação, experiências e personalidade. Sendo asim, é necessário respeito e tirar o máximo de proveito dessa diversidade. Cada um com certeza tem algo que possa contribuir para o sucesso da equipe.
4. Comprometimento e geração de valor. Equipes com muita gente tendem a se desfragmentar. É preciso evitar aquelas equipes, onde dois trabalham e quatro ficam olhando.Todos devem levar a sério e se concientizar de que os bons resultados só aparecerão se todos trabalharem e estiverem comprometidos em transformar esforços
em valores positivos.
Fontes & Autores consultados: Livro Equipes Dão Certo, de Fela Moscovici | Revista Executive Digest – Portugal
Conteúdo adaptado e ampliado – Ricardo Silva – ricardo@topvendas.com.br